
O início de uma corretora de seguros é muito parecido entre a maioria delas. Espalha-se a notícia para amigos, familiares, ou possíveis clientes e começa-se uma longa batalha entre os clientes pedirem a cotação, até a efetivação dos primeiros seguros.
Quase sempre o produto vendido no começo da corretora é o seguro automóvel, aliás, o pessoal do ramo, comenta que esse seguro não se vende, são os clientes que o procuram; e não precisa explicar o motivo, basta deixar o carro numa rua de pouco movimento e verá o que acontece, ou melhor, não verá nada, quando voltar.
Se sua empresa fizer um bom atendimento no seguro automóvel, suas chances de oferecer outros produtos e receber uma boa receptividade dos seus clientes aumentam consideravelmente; pois é…
Chegamos aqui na empresa nesse estágio, e aos poucos estamos diversificando os produtos, e agora sim, fornecendo uma consultoria mais completa, informando o cliente como proteger todo o seu patrimônio; não só o carro, pois bem…
No final do ano passado, surgiu um negócio, considerado “muito bom” para os padrões da corretora, e nós vislumbramos a real possibilidade de “crescer” em tudo: tamanho, faturamento, equipe, enfim, firmar e fortalecer as raízes da empresa, e devo confessar (sou muito pé-no-chão nos negócios); mas com essa oportunidade criaram-se várias expectativas, e fomos levando as negociações.
Como não dominávamos todo o produto oferecido, conseguimos um especialista da própria companhia para responder todas as dúvidas do cliente e depois de inúmeros contatos, agendamos uma reunião para o possível fechamento do negócio.
No dia da reunião, senti como se nossa empresa fosse um jogador prestes à cobrar uma falta; sim uma falta e não um penalti, porque esse depende só de um, e a falta além de estar um pouco mais longe da meta, ainda existem vários fatores que podem atrapalhar a conclusão do tão esperado gol. E assim foram para a reunião. Eu fiquei pilotando a corretora e meu sócio foi para o “jogo”, e quando olhei seu semblante voltando da reunião, parecia que a gente tinha chutado a bola lá no mato, fora do estádio, porém depois conversando sobre o ocorrido, ví que o negócio não foi efetivado porque o produto possuia alguns problemas técnicos que não se encaixavam com as necessidades do nosso cliente, paciência.
O que ficou desse caso foi a nova experiência tirada da situação e um fator que achei muito importante. No mundo dos negócios você tem que se mostrar para o mercado, ser visto pelos seus possíveis clientes; tanto que depois disso algumas pessoas entraram em contato para cotar os seguros, devido ao famoso cartão de visitas que entregamos aos presentes no dia.
É óbvio que fiquei frustrado; afinal ganha quem faz o gol, e não o fizemos; e sei também que essa só foi a primeira de muitas frustrações que vamos passar, mas o saldo foi positivo e hoje posso dizer que essa experiência pode ser resumida em uma frase:
- Na Traaaaaaaaaavvvvvvvveeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!!!!!
Pra chegar a vitória, o segredo é treinar muito e jogar, ou melhor trabalhar com dedicação.